Pena é que não haja muitas ultimamente, principalmente lá para os nossos lados. Mas se sempre foi algo que gostei, agora com o pulganito ainda mais.
A rotina do pulganito antes de se ir deitar, é "quicar todos" (ou seja, Pai, Mãe e Guga), lavar os dentes, contar história (com livro ou então com os bonecos tipo fantoches) ou então adora estar sentado no parapeito do terraço, do nosso quarto a ver os aviões que passam lá muito ao fundo e apenas se vêm as luzinhas, as estrelas (quando já é noite) e a Lua. E se bem adora os contos, o estar sentado agarrado a nós, com os olhos enormes a olhar para o céu e a conversarmos...hummm, sabe mesmo bem... são momenmtos únicos para nós e de certeza para ele também, pois só no olhar se vê tamanha Felicidade.
São estes pequenos momentos que nos fazem viver cada dia mais FELIZ!
"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor" Wolfgang Amadeus Mozart
Eu, Yo, I, Je, Minä...
- Noc@s
- Uí... Depende muito do dia, ou mesmo até da hora. Pois o que sou agora já o posso não ser daqui a pouco. Há horas em que sou Mulher, outras Mãe, ou filha, outras ainda Profissional, noutras Amiga, criança, amalucada,... dependo da situação, do lugar, das pessoas, mas em qualquer uma, sou e serei, sempre EU!
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Momentos antes de sairmos pois tinhamos as festinhas de aniversário combinadas...
Estando os 3 na casa de banho, pulganito na sanita, mamã a secar o cabelo e papá no seu habitué de parvalhadas =)
Papá: Hoje sou eu como os putos, não quero ir tomar banho... Não me apetece... Não quero... Não quero....
Mamã: Vê lá mas é se te despachas... Senão vamos eu e o filhote embora!
Papá: Não quero...BláBláblá...
Guga (mal o Pai tinha acabado de virar costas para ir tomar banho): Mamã, tato o Papá?
Como já referi várias vezes ele troca muito os pês pelos cês, portanto "Mamã, chato o papá?"
Mamã: LOL, sim filho chato o papá hehehhehehehhe
Papá (desde o banho): Papá não é chato!
Guga: É... É...
LOL
Ainda que faltem apenas 15 minutos para começar o meu fim de semana... cheira-me que vai ser algo atribulado, pois com a agenda preenchidissima que o pulganito já tem... Só no sábado são duas festas de aniversário.
Aposto que Domingo à tarde vamos estar com a neura pré-segunda feira, pois nem demos pelo fim de semana passar, por outro lado vamos estar contentissimos, porque o pulganito teve um fim de semana bestial. Estas "bipolaridades" dão-me volta aos neurónios.
Este fim de semana foi de euforia, isto porque o Guga tem um quarto "novo". Bem o quarto é o mesmo, a cama é que é outra e uns quantos acessórios mais. Andava delirante, pois como a paixão são o Cars não podia faltar os lençois do mesmo e os carros que "brilam" :-). Com tudo isto, senão estava na piscina (a outra grande paixão) estava no quarto novo e dizia que queria dormir, mas o que gostava mesmo era estar a brincar em cima da "pama" (troca muito os pês pelos cês ihih) nova.
Que gosto dá vê-lo tão FELIZ :-)
Será que este amor que sentimos pelo primeiro filho é igual ao que sentiremos por outro, ou tal como existem diferenças na maneira de ser de cada um, também difere a nossa maneira de sentir? Em relação a um segundo filho tenho esta dúvida ou se calhar receio, no que vou sentir de novo e no que poderei perder em termos de cumplicidade ou tantas outras coisas...
"Ao longo do ano lectivo verificou-se que o Gustavo teve uma grande evolução nas rotinas diárias: alimentação, higiene e repouso.
Na rotina da alimentação, o Gustavo precisava de ajuda do adulto, actualmente come sozinho segurando com firmeza na colher e raramente entorna comida para o babete.
O Gustavo sempre colaborou de forma positiva na rotina da higiene. Contudo, quando passou do bacio para a sanita teve um pouco de receio, mas depois aceitou muito bem essa mudança. Tem-se vindo a notar uma evolução no seu organismo, pois o Gustavo já aguenta entre 40 a 45 m sem fazer chichi.
Relativamente à rotina do repouso, o Gustavo sempre teve um sono tranquilo durante 2h30 e utiliza chucha para dormir. Quando acorda coloca a chucha na cama, diz adulto que "o Gustavo acordou" e a pedido do adulto vai buscar os seus sapatos.
Para finalizar, é importante salientar que o Gustavo é uma criança bem disposta, alegre, que gosta de observar e de se socializar com os amigos.
O Gustavo gosta de afirmar o seu gosto pelos carros e pelas bolas. Gosta muito de ver livros e das sessões de cinema e gosta muito de verbalizar ao adulto o que está a ver.
O Gustavo é uma criança com um vocabulário rico e que exprime muito bem as suas ideias e opiniões."
Eis um resumo da avaliação final do meu Pulganito... Ora digam lá senão é de por qualquer olhito a brilhar ;-)
Mas também há que agradecer à V. (educadora) e à M. (auxiliar) que tanto apoio, mimo e ensino dão ao Pulganito. Um bem-haja muito especial às duas e a toda a equipa do infantário R., pois o Pulganito adora lá estar e só com pessoal especial se fazem crianças Felizes.
Mas agora preciso de férias das férias...

O pulganito está com uma adenite, para leigos como eu é uma inflamação dos gânglios. Claro está que mais uma vez e por mais que tente, JURO, entrei logo em stress. Mal o vi inchado, nem imaginam o que me passa pela cabeça, milhentas coisas e principalmente porque ele no dia anterior, por é um menino sossegadinho e faz tudo o que os papás mandam, lembrou-se de se atirar contra o portão, literalmente, pois já é a segunda vez, mas esta foi mesmo feia... Enfim, lá fomos para o hospital, depois de no mesmo fim de semana ter conseguido assustar pela 2ª vez o meu cunhado (sorry, cunhadinho), e mais uma vez lá peço eu desculpas ao meu husband que tenta sempre manter a calma nestas situações, mas que se passa comigo. Fica aqui a promessa que vou continuar a tentar, mas é mais forte que euuuu. Tenho sempre a cabeça a mil à hora, fico sem racicionar correctamente, penso logo no pior, imagino mil coisas que nem quero sequer recordar, e no final fico super desgastada, super cansada. Espero conseguir começar a controlar toda esta minha ansiedade!
Ando meia desconfiada (só meia...), que o pulganito vai dar-me muitas dores de cabeça. Ainda que seja uma criança muito alegre e bem disposta, é muitaaaa teimoso, mas muito mesmo e mais, é DESAFIADOR... quando dizemos "Não" ele não se fica, vai lá 500 mil vezes se for preciso e ainda faz-me uma cara de inocente, mas de quem conseguiu o que queria... apesar de eu não desistir com as 500 mil vezes dele e de todas as vezes eu repetir "não" confesso que me cansa... passo o tempo todo "Não!", "A mamã disse Não!", "Nãããããooooo!", "NÃOOOOOOOOOOO!" "... Ainda para mais já ouvi algumas queixas no infantário que o Sr. Gustavo agora anda um bocadinho surdo e ainda para mais ri-se desafiando-as quando o chamam à atenção! Tendo em conta que tem 2 anos, fico sem saber que atitudes tomar... castigo , parece não dar resultado, pois colocamos-o de castigo (e dependendo do contexto depende o castigo) e para ele é como se nada fosse, não quero começar a dar-lhe palmadas (ainda que já tenha levado alguma), mas isto não quero que aconteça por duas razões a primeira porque acho que ele se leva é mais porque perdemos a paciência e mais que ajudar acho que só o humilha, e a segunda para que ele não as retribua (até agora nunca teve o costume de levantar a mão) portanto não sei mesmo como fazer para ele deixar de ser tãããããooooo teimoso!!! As birras essas estão numa fase mais calma (à data de hoje, prá semana quem sabe), mas são igualmente más, ainda que umas vezes menos frequentes que outras (valha-nos isso) aquele chorozinho fingido, que vem acompanhado de se atirar para o chão, ou atirar o que tenha na mão... normalmente tentamos não ligar e ignorá-lo, mas ainda assim muitas das vezes duram... e duram...! Noutras circunstâncias eu diria que é o mimo, mas sinceramanete acho que não tem mimos em demasia... aliás ainda no outro dia me zanguei com a minha Mãe porque não quero mimá-lo em excesso... não há necessidade... tudo o que é demais só prejudica!!! Quando eu pensava que queria que o meu filhote fosse parecido comigo, esqueci-me que em pequena era uma peste mesmo daquelas pestessss e ainda o sou... e claro que já ouvi a bendita frase: "Saí mesmo à mãezinha dele!". Resumindo, o pulganito é um fofo, um doce, um querido, giro, inteligente que se farta mas teimoso que nem um... AH! E como se a coisa fosse fácil a minha sogra, quando o Papá repreende o menino, está sempre a dizer "Ai se eu falasse!", ou seja Mãe peste + Pai peste (sim, porque pelo que sei o paizinho era uma boa bisca) = PESTE ao quadrado!?! E eu, tão convicta da educação-que-se-dá-às-criancinhas e tão mãe-que-sabe-o-que-fazer-e-que-nunca-entra-em-pânico já ando a dar com a cabeça nas paredes!!!!! Será que existe alguma Mãe Experiente Com Filhos-Teimosos-Que-nem-Uns-Burros que tenham a solução "mágica" para esta pobre Mãe Que Está-A-Pagar-Pela-Grande-Língua-Que Tem???
Na sexta-feira fomos ao Rock in Rio. Fomos eu e o papá, claro. Gostei imenso, mas vim de lá impressionada. E porquê??? Bem porque a grande maioria de pessoal que lá estava, eram claro adolescentes, e isso fez-me pensar muiiito ao observar o ambiente que ali se vivia.
Acho que a adolescência é a fase que mais me assusta na educação de um filho. A altura em que se dá um salto na identidade, em que deixam de querer estar debaixo da nossa alçada, em que se rebeldiam contra as regras, em que exigem uma liberdade que tem de ser balizada. A altura em que começam a ter vergonha dos pais, em que recusam as saídas em família, em que acham cansativos os nossos programas, em que se escondem no isolamento dos seus quartos, em que guardam os segredos nos diários e nas conversas cibernáuticas, em que reservam as suas vidas para eles. A altura em que saltam barreiras, em que contestam a nossa autoridade, em que se contrariam com as responsabilidades, ao mesmo tempo que exigem outras que ainda não devem/podem ter. Em que não são nem adultos, mas também já não são crianças.
Fui uma adolescente "rebelde". Encaixo-me perfeitamente na maioria do que escrevi acima. E, na maior parte das vezes, virei-me contra os meus pais. Irritei-me com as suas decisões, com as suas visões turvas, com as suas ideologias de vida, com a forma tradicional com que queriam que eu levasse os meus dias.
Hoje entendo algumas das suas decisões e atitudes, ainda que saiba friamente que - no lugar dos meus pais - faria a gestão desta fase de uma forma diferente (espero manter este pensamento aceso quando chegar a minha vez).
A adolescência do meu filho deixa-me apreensiva. Já sei que sofro muito por antecipação, mas eu sou mesmo assim e por mais que tente, estas coisas mexem comigo e mesmo antecipadamente. E espero ter o discernimento, o sangue frio, a coragem e o coração tranquilo para a saber gerir de forma positiva. Aliás, para nos saber gerir a todos de forma positiva.
Enfim mais dias virão, mais dúvidas aparecerão!
Pois é , ainda não tinha aqui faldo de como foi o nosso fim de semana principalmente sendo Domingo dia Mundial da Criança, deste dia apenas não gosto da parte comercial que tem... e como felizmente podemos neste dia o Guga recebe sempre qualquer coisita...
No sábado foi o dia do passeio do infantário, fomos papás, educadoras e meninos todos ao Monte Selvagem. Foi bastante divertido e acho que o pulganito do que mais gostou sinceramente não foi dos animais, foi de estar fora do infantário, com a Mamã, Papá, a V. (educadora) e os amiguinhos. Porque efectivamente era algo totalmente fora da rotina.
O Domingo fomos ao Parque onde andou a jogar à bola e a andar de escorrega e baloiço,onde quase adormeceu :-), à tarde fomos à festinha de anos do Avô, que já fez 60, venham outros mais. Voltamos para casa já tarde o pulganito já de pijaminha e directo prá caminha e o Pai e a Mãe com a neura de Domingo à noite, véspera de 2ª feira...
1. Ser uma melhor e boa mãe (se os dias forem todos como hoje...é preferível esquecer...hoje não foram dos melhores. Ele consegue pôr-me tanta dúvida e angústia em cima...sinto-me frágil...).
2. Estar sempre presente, em cada momento importante, para os meus mais que tudo.
3. Fazer umas férias na Polinésia Francesa.
4. Voltar a vestir o tamanho S (será um sonho irrealizável??).
5. Sentir que a minha familia está "completa", que estamos bem e que não "falta" ali ninguém. Como diz o pulganito com um ar de satisfação "todos" :-)
6. Nunca precisar de olhar para a carteira e poder encher o carrinho das compras com tudo o que precisamos.
O mais importante ainda é este claro : SER FELIZ e ver toda a gente à minha volta igual, da família aos amigos!!
...porque, hoje vamos à consulta de cirurgia, pois já fez 2 anitos que o pulganito foi operado e temos que fazer a revisão. Estou ansiosa, pois ainda que ache que está tudo bem, lá no fundo... há sempre o receio de Mãe. Quero que passe depressa.
"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos...até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos…que eram nossos amigos e...isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto...reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" Fernando Pessoa



